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Bruxelas, Amsterdam II

Óbvio, fomos no tal de Red Light, lugar onde as mulheres exercem legalmente a profissão do prazer. Vitrines com luzes vermelhas. Ruelas. Canais. Passamos muito cedo ali, não tinha praticamente nenhuma no local de trabalho. As que estavam eram bem desmaiadas. Um sino começa a tocar. Igreja? Que paradoxo.
Fomos fazer uma boquinha. Gastamos pouco, bebemos uma cerveja tradicional holandesa, conversamos, comemos uns petiscos, o bastante depois do salgadinho que recém tinhamos comido. Saímos do restaurante, o que vemos? Dublin está de volta: 2 velhos bebaços! É tudo motivo de festa, já tiramos uma foto e nos tocamos pras próximas atrações.

No outro dia fomos na fábrica da Heineken. O lugar é animal. Chegamos e faltava uma hora pra fechar. Não deu tempo de ver tudo. No final saímos correndo pra não perder as duas pints a que o ingresso dava direito. Uma coisa muito bem analisada pelo Puyol: a loja de presentes é logo depois das duas dozes generosas de cerveja. Estudos indicam que sob o efeito de álcool, a pessoa tende a tornar-se mais mão-aberta, mas também não precisavam abusar tanto da boa vontade do cliente e meter a faca no peito. Não comprei nada dali, muito caro po!

De volta a Bruxelas. Tinhamos que procurar um lugar pra passar a noite. Não tinha nenhum albergue, só sobrou um hotel. Mais caro, pelo menos tem mais privacidade.
Aquele tempo de Dublin parece o de Bruxelas. Vento, chuva, noite. Dublin nos persegue. asehuaseh
Bom, nossa primeira ideia era dormir no aeroporto no último dia, como fizemos na viagem de Londres. Mas depois da trancada que tivemos na chegada, dormir no aeroporto não era a melhor forma de mostrar que tinhamos realmente condição de sobreviver durante a viagem.
E agora? Achar casa pra dormir no dia. Nenhum hostel tinha disponibilidade E um preço acessível.
Achamos um lugar em que a estada era pra ser de graça: amigos de amigos dormindo, nem café incluso nem banho nem nada, só uns colchões pra abrigar 6 brasileiros. Que nada, cobraram o olho da cara. 15 euros cada um! Extorção! No hostel de Amsterdam nós pagamos 10 com café e hot shower.
Essa casa era um grupo de jovens empreendedores que são treinados e postos a prova na Europa por uma empresa ligada bem indiretamente a UFRGS. Eles nem pagam aluguel.
Um desses estudantes empreendedores nos recebeu muito bem. Mostrou onde ficava as nossas camas, o quarto, banheiros e...- pausa dramática - a cozinha!
-Vocês podem comer amanhã de manhã.
Nem precisava dizer. Comemos muito, tentamos fazer valer cada centavo que pagamos. Mesmo assim, saiu caro. Tudo bem, pra quem tava sem casa, essa foi uma boa saída.

Deu tudo certo, graças a Deus.
De volta a Dublin: rotina, trabalho, aulas, provas... É, a vida não é um morango.
Passado um mês da viagem e 7 meses de Irlanda, aqui estou. Brazucada tah voltando, eu vou ficar. Quero mais dessas viagens loucas. Vamo ver no que vai dar.

Comentários

  1. É vai bater uma solidão nos primeiros dias, mas em compensação tá chegando a prima vera, tem o trabalho a escola e virão novos amigos.

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  2. a vida não é morango... hasuhasuhuas
    pelo menos tu tah trabalhando, tendo aulas e provas no exterior... hasuuhasuhsa

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  3. Tah terminando um ciclo da vida no exterior, agora vem tudo (de?) novo, o negócio é manter o que eu construí aqui.

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  4. É mano, a garotada brasileira parece que desertou daí, né? Você é um grande guerreiro, força, garra, determinação, persistência e companheirismo com os novos amigos que irão surgir. Essa vida de viajante pelo mundo é o que eu sempre sonhei, e você tá realizando por mim. Curta bastante cada momento!! Viage passeie trabalhe e estude ash ash ash

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