Pular para o conteúdo principal

8 meses

É estranho ter 3 meses de intercâmbio pela frente, mas já estar vivenciando o último mês (o de férias). Eu só penso naquele mês. E não é que a minha estada em Dublin não esteja sendo agradável ou que eu mal espero voltar pro Brasil. Na verdade, a saudade do Brasil parece cada vez menor. Quando sinto alguma "espécie" de solidão é só falar no Skype e sentir-se em casa. Já comecei a olhar a Irlanda com aqueles olhos de "onde que eu vou ver uma coisa dessas no Brasil?", mesmo com todos os defeitos que a Irlanda tem.

  • Um pub, uma pint, uma música ao vivo de qualidade na rua, de graça num bar;
  • Uma tentativa frustrada de lembrar daquela palavra (português ou inglês); 
  • Aquela tentativa de desenrolar um espanhol puxando um "ón" em todas as palavras (televisión, avión,...); 
  • Pessoas loucas pelas ruas, bêbadas ou espontaneamente malucas;
  • Nervos a flor da pele - seja uma dança desajeitada e despreocupada, seja um "fuck off" ou "I don't trust you" pronunciados sem sentimento de culpa;
  • Uma sensação de que todo o dia algo novo te aconteceu: conheceu alguém de outro país, aprendeu uma palavra nova, ouviu histórias da vida cotidiana irlandesa ou estrangeira, descobriu um novo bar, um novo estilo de vida;
  •  Saber que as pessoas estão mais abertas a conversar contigo por estarem na mesma situação de distância da família.
  • Aprender a apreciar o melhor na vida do Brasil e o melhor na vida da Irlanda.
É realmente motivador saber que todas aquelas pessoas que pareciam entediadas com a rotina irlandesa estão sentindo saudades desse país. Só me dá mais vontade de ficar.
Não fosse o futuro não-promissor que tenho aqui (profissionalmente); não fosse os estudos garantidos no Brasil e a que me esforcei tanto para conseguir gratuitamente; não fosse a possível oportunidade de emprego muito oportuna no Brasil; não fosse a existência do inverno tão depressivo na Irlanda; a minha volta ao Brasil seria apenas pras férias.

Comentários

  1. baaaah. não quer mais conviver diretamente comigo então é? :( hashsuhsahu
    acho que isso deve ser normal de sentir, em qualquer país, porque tu tah vivendo ai a um tempo, já é teu lugar de certa forma.. mas o Brasil é mais legal.. ou não! hehehe
    beijos

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Aprendizados de Vida em Intercâmbio na Irlanda

Dando vida aos rascunhos ocultos deste blog, parados no tempo em algum período de 2011. Na Irlanda aprendi: que não importa o quanto tu faça algo por alguém, jamais espere algo em troca (tu não vai receber); que o dinheiro tem seu valor - muito menor do que eu imaginava; que ter dinheiro não basta, tem que ter tempo; que tudo na vida tem seu tempo ou, aprenda a olhar o mundo fora do que o concenso acredita; a me afastar de pessoas depressivas; a dar uma volta sozinho quando estiver entediado ou triste; que eu não preciso entender tudo o que uma pessoa fala, palavras-chaves bastam; o como é uma merda não conseguir ser entendido; a cozinhar comida que só eu gostaria de comer; a comer quase tudo; o valor de uma verdadeira amizade; o valor da família; o valor de uma ligação num dia ocioso; o valor de uma conversa num dia tedioso; que viajar é bom, quando sem preocupação; que tu vai se ferrar em alguma parte da tua vida, a diferença é como tu lida com ela; que tem um mo...

Um adeus, por ora

35 dias de viagem, de volta a terra tupiniquin, me orgulho da grandiosa experiência que tive e das imensas mudanças no modo em que passei a pensar. Longe de todo o status social que a realidade brasileira te obriga a ter, percebo o quão sem importância tem milhares de coisas a que tanto damos valor: carros (como diria o posto Ipiranga: apaixonados por carro como todo brasileiro); roupas de marca (já pensou que você paga - e muito - pra fazer propaganda?); aparelhos eletrônicos, do tipo: celular com o diabo a 4, TV gigante, DVD... Defendo até o fim a compra de um desses objetos citados acima se justificados sob necessidade profissional ou pessoal, além de simples desejo e/ou objeto pra contar vantagem. É bem verdade que o conforto do novo, da tecnologia mais avançada proporciona facilidades no cotidiano, mas pra isso, não vou deixar de viajar, conhecer outras culturas, obter e compartilhar conhecimento. A forma de pensar mudou muito e até pretenderia escrever a respeito do que pas...

Limpando a velharia

Hoje, mexendo nos documentos criados durante a viagem encontrei alguns rascunhos pro blog, assim como cartas e orçamentos feitos pras viagens. Como to querendo fazer uma limpa, pensei em compartilhar essas informações, até pra que fiquem armazenadas em um local seguro. Caso a google venha a falir, então não era pra ser. Sei q agora é muito improvável que alguém leia, mas faço isso pra mim mesmo. É demais ler esses posts e reviver coisas q nem lembrava. Se alguém ainda se interessar em imaginar como era, postarei agora umas quincalharias: Carta-resposta a vizinha dos demônios q reclamava de barulhos inexistentes (minhas desculpas a qm nao entenda inglês, to com preguiça em traduzir, se alguém quiser fazer comenta ai) "We acknowledge your position and your complaints, however, we do believe that they should not be directed toward us, as we are not the people who have been "extremely loud" or responsable for the noise you hear.  A week ago, we receive a complaint about...